Quando o Vasco caiu, eu chorei.
Quando o Vasco voltou, eu chorei copiosamente.
Sou meio assim: choro de dor, mas choro mais de amor.
E quem, dentre os habitantes desse gigantesco planeta de torcedores do Vasco, não é mesmo assim?
Vascaíno, aquele do amor infinito, sofre quando é preciso sofrer.
Mas absorve o impacto, segura a onda, respira fundo e começa a lutar.
Foi assim quando nos disseram que negros não eram bem vindos no futebol.
Foi assim quando inventaram o tapetão e mandaram avisar que sem estádio o Vasco não podia mais jogar contra os “grandes” que já tinha lá os seus campinhos.
Vascaíno, o da imensa torcida bem feliz, não dá mole.
Vai ao fim do mundo, como o navegante do seu nome e faz acontecer.
E acontecer, com o Vasco, não é evento comum, corriqueiro.
Acontecer, quando se trata de Vasco, é sempre arrebatador, grandiloqüente, espetacular.
Voltar à Série A, não fugiu à regra costumeira da história do Vasco.
Foi um deslumbre.
A decisão de jogarmos no Maracanã nossos principais jogos foi a pedra de toque de um caminho que começou com Carlos Alberto, Dorival Júnior, Rodrigo Caetano, Fernando Prass, Ramon, Élton, Fernando, Titi, Paulo Sérgio, Alex Teixeira, Amaral, Gian, Nilton, Adriano, Vilson, Souza e tantos outros não citados aqui, homens de fato, craques no caráter e na compostura, incondicionais nas suas vontades de escrever um capítulo a mais, na história do Clube e da torcida que não se rendem jamais.
Com esses e com Roberto Dinamite, o craque dos craques no campo e fora dele, o Vasco jogou a Série B no centro do mundo, aos olhos do universo.
Não se escondeu.
Não submergiu.
Não se apequenou jamais.
Ao contrário: o Vasco deu as caras.
Entrou forte e saiu poderoso.
Entrou grande e saiu colossal.
Entrou temido e saiu amedrontador em sua grandeza e na força única da nação que o apoia por onde ele passar.
Daria medo ver o tamanho do Vasco se eu não fosse vascaíno.
Com todo o respeito aos que estão ou estarão lá, o Vasco nunca foi de Série B.
Esse foi um dos grandes segredos para o seu sucesso.
Ele esteve lá, mas nunca foi efetivamente alguém de lá.
E como vence por todos os lugares por onde passou, já foi campeão por lá também, que é o certo a fazer para quem nunca mais vai voltar.
O Vasco, acreditem, nunca foi tão grande.
Aliás, mentira, sempre foi desse tamanho sem medidas que o possam definir.
Porque o Vasco mostrou outra vez que, ao lado do seu povo, é imbatível.
Onde quer que ele não vá.
Como uma tal de Série B.
Fábio Fernandes
Publicitário, presidente da F/Nazca e vice de marketing do Vasco
Depois de cavar descaradamente a ida pro Flu, ele agora mandou que ‘treinaria o América sem problemas”, hahaha. O Mequinha é treinado pelo Lira. Sim, aquele mesmo, ex-Vasco e ex-Flu.
Estava eu lendo algumas notícias na internet, quando de repente me deparei com uma figura que há muito não ouvia falar: o meia Felipe – aquele babacão jovem rapaz que jogou no Vasco, Flamengo e Fluminense – que está jogando no Al-Saad (são 2 a’s ou 2 d’s?rs), time do Qatar. Foi quando descobri que além de jogar futebol, ele tem outra profissão: ser vidente!
Vidente, minha cara Josy? Vocês dirão… E eu respondo: SIM, vidente!
Ele declarou que o título do campeonato brasileiro está entre Flamengo e São Paulo, enquanto o Fluminense será rebaixado, porém, campeão da Sul-Americana.
É, pode ser que eu concorde com ele em partes, mas pó-de-arrozmente falando……. É mole? Ele disse que é impossível tirar a diferença de 5 pontos em 4 jogos… Será que ele joga futebol!? Porque sinceramente, acho que em um campeonato de futebol de pontos corridos só se define, de verdade, quem será campeão e/ou rebaixado ao apito final do juiz, no último jogo da última rodada do mesmo. Ele, mais que ninguém, deveria saber disso, como ótimo (HAHAHAHA) jogador que é. E mais que isso, acho que ele deveria guardar sua opinião junto das meias e cuecas, num lugar onde só ele está vendo ou ouvindo. É… É… Eu detesto ele. Muita marra e pouco futebol.
Sim, é este o sentimento que paira sobre todo vascaíno depois desta sexta. Como o Alvaro cansa de me encher a paciência filosofar:
…mimimi é no mínimo obrigação de um time grande rebaixado conquistar a série B mimimi…
Taí, Alvinho: o Vasco não fugiu dessa. O campeonato foi garantido nesta sexta-feira, em pleno Maracanã, diante de uma plateia de mais de 50.000 pagantes. O America-RN foi atropelado pelo módico placar de 2 a 1 – de virada, nossa marca há muito registrada – com gols de Elton e Alex Teixeira pelo time da Colina. O jejum era de seis anos, desde a conquista do Cariocão de 2003, e, sinceramente, estamos de alma lavada, sabe?
A minha sincera opinião, lá no início do ano, era de que alguma coisa ainda estava errada com aquele desempenho do Carioca e da Copa do Brasil. Pensei que seria difícil, e em alguns momentos, tive medo do pior: amargar mais um ano ouvindo piadinhas de flamenguistas e botafoguenses (tricolores não contam porque aí já é maldade!). Dorival Jr. conseguiu manter a tranquilidade e a regularidade (mesmo sem aquele futebol 100% que tanto gostamos de ver nos jogos do Vascão) e as minhas expectativas nesse returno melhoraram muito. Qual o segredo? União e garra. Isso fez a diferença no nosso time. Aquilo que a nossa torcida tão bem resumiu como SENTIMENTO. Que se fortaleceu em toda essa campanha vitoriosa. Mas isso já é papo pra outro post. O que eu quero mesmo é cantar:
É campeão!

