O América voltou!

2009 Novembro 26
por Dudu

O América venceu o Artsul por 2×0, com direito à participação de Romário! O Baixola entrou aos 20 do segundo tempo e bem que tentou, mas não conseguiu fazer um golzinho. Os dois foram marcados por Ciro.

Romário pode ainda disputar o Cariocão pelo América, mas por equanto a torcida americana quer apenas comemorar a volta à elite do futebol do Rio!

Brigam pela segunda vaga o Olaria (33 pontos), que precisa apenas vencer o Riostrense em casa na última rodada, e Goytacaz (32 pontos), que precisa bater o Quissamã fora de casa e torcer para o Olaria não ganhar seu jogo.

Choque de quê?

2009 Novembro 24
por delezcluze

Aguardava um final de semana onde a maioria dos cariocas tivesse passado pelo Maracanã para desabafar sobre algo que me aflige faz muito tempo.

Começo meu relato no Domingo retrasado. Fluminense enfrentaria o Patético Paranaense em mais um jogo decisivo nessa reta final do carioca. Os ingressos vendidos antecipadamente anteviam um bom público. Jogo de uma torcida só teria tudo para ser tranquilo, o ideal para que as famílias acompanhassem o Fluzão, ainda que em um horário horrível de 19h30.

Acontece que os passageiros do metrô (que já anunciou prestará o mesmo serviço porco até 2011 quando chegarão novas composições com ar-condicionado funcionando) que chegavam à rampa de acesso ao estádio se deparavam com uma verdadeira praça de guerra. Era a operação “Choque de Ordem” da prefeitura que removia os ambulantes que vendiam água na saída do metrô. Não bastasse a Guarda Municipal atuar contra os ambulantes agora eles também agrediam seus consumidores e a cena que se repetia era a conhecida de muitos que viveram o período de truculência da GM na administração Cesar Maia:  bombas, spray de pimenta e cacetadas para todos os lados.

O tema que trago para reflexão é o seguinte: é justo o torcedor sofrer com preços abusivos no estádio sem ter nem mesmo o direito de consumir algo do lado de fora? Sim, pois se eu não comprei água fora do estádio onde uma garrafa custa um real, dentro do estádio terei que pagar dois e cinquenta por um copo. Quem gosta de chupar um picolé então sofre mais ainda: tem que pagar cinco reais por um picolé de frutas que em qualquer padaria custa R$0,75.

Desculpem o desabafo, precisava fazê-lo, afinal até quando seremos tratados como gado?

E na Inglaterra…

2009 Novembro 23
por Dudu

O Wigan foi goleado por 9×1 pelo Tottenham. Os jogadores se ofereceram para devolver o dinheiro dos ingressos dos torcedores, envergonhados.

Já pensou se a moda pega?

Na mesma moeda só uma vez!!!

2009 Novembro 19
por JJ

            Depois de longo tempo de ausência, do qual peço perdão, volto com

Detalhe para Ruy Cocão dando um sac-rolhas num paraguaio. Ruy, um exemplo de cidadania.

 meus dedos, metralhando opiniões no tecladinho daqui de casa.

            Ontem, vi a semifinal da Copa Sulamericana, na qual jogavam Fluminense e Cerro Porteño. Declaro com vergonha de meus sentimentos que por puro rancor estava torcendo contra o Fluminense. O jogo foi bem “pegado” típico das competições sul-americanas de um modo geral. O Fluminense sempre teve a iniciativa da partida, até porque aos 11 ou 14 minutos, o Cerro abriu o placar, devolvendo o resultado do primeiro jogo, o que levaria o resultado para os pênaltis. Desde o momento em que o Cerro fez tal gol, esse mesmo time começou a catimbar de forma absurda.

            Cotoveladas, manhas, respostas agressivas ao árbitro. Toda forma de catimba possível começou a ocorrer… O atacante Nanni deu uma cotovelada no bravo Gum, deixando o mesmo com o supercílio aberto, tal e qual numa luta de boxe. Confesso, caros amigos, que comecei a torcer pra um jogador do tricolor MATAR um jogador do Cerro com um carrinho! Sabe esses carrinhos que o Junior baiano dava por volta de 1992? Gostaria de ver voadoras no peito do time azul e grená que tanto me irritou.

            No primeiro jogo, a torcida do Cerro, em atitude até mesmo burra, tacou pedras no campo, intimidando os tricolores cariocas. Nem de perto, penso em algo assim, gosto de violência dentro do campo. A torcida não deve tentar nada contra os artistas, mas os artistas entre si… acho eu que poderiam ser menos ‘politicamente corretos’ e provocar também. Nesse primeiro jogo, vi o Cerro violar o Fluminense de diversas formas e o Fluminense impassível. Não me venham com essa de dizer que não se rebaixa ao nível dos paraguaios… o que eu venho expor é a necessidade de ter sangue nas veias e somente uma vez, pagar na mesma moeda.

            Voltando ao jogo, o Fluminense bravamente fez dois gols, virando o jogo. Um gol do supracitado Gum aos 47 do segundo tempo e outro de Alan aos 49, fechando o caixão dos vândalos paraguaios. Agora, na comemoração do segundo gol, um membro da comissão técnica tricolor, ouvindo minhas preces, provocou os paraguaios, tacou uma garrafa d’água no banco de reservas do cerro, o que deu início a uma confusão. Socos, tapas e tudo mais.

            Acho ridículo porque os paraguaios provocam o tempo todo e não aceitam provocações, por isso, acho que eles devem ser provocados em todos os jogos. SEJA CIDADÃO, PROVOQUE UM PARAGUAIO.

            Com relação ao Fluminense, no decorrer do jogo, ficou claro que era impossível torcer a favor do Cerro. Desculpem a expressão, mas é um time babaca. Torci pelo Fluminense, mas na final… não contem com meu apoio, a não ser que o Fluminense seja realmente bravo e revide no finalzinho, na mesma moeda.

A volta do que não foi

2009 Novembro 16
por Dudu

Quando o Vasco caiu, eu chorei.

Quando o Vasco voltou, eu chorei copiosamente.

Sou meio assim: choro de dor, mas choro mais de amor.

E quem, dentre os habitantes desse gigantesco planeta de torcedores do Vasco, não é mesmo assim?

Vascaíno, aquele do amor infinito, sofre quando é preciso sofrer.

Mas absorve o impacto, segura a onda, respira fundo e começa a lutar.

Foi assim quando nos disseram que negros não eram bem vindos no futebol.

Foi assim quando inventaram o tapetão e mandaram avisar que sem estádio o Vasco não podia mais jogar contra os “grandes” que já tinha lá os seus campinhos.


Vascaíno, o da imensa torcida bem feliz, não dá mole.

Vai ao fim do mundo, como o navegante do seu nome e faz acontecer.

E acontecer, com o Vasco, não é evento comum, corriqueiro.

Acontecer, quando se trata de Vasco, é sempre arrebatador, grandiloqüente, espetacular.

Voltar à Série A, não fugiu à regra costumeira da história do Vasco.

Foi um deslumbre.

A decisão de jogarmos no Maracanã nossos principais jogos foi a pedra de toque de um caminho que começou com Carlos Alberto, Dorival Júnior, Rodrigo Caetano, Fernando Prass, Ramon, Élton, Fernando, Titi, Paulo Sérgio, Alex Teixeira, Amaral, Gian, Nilton, Adriano, Vilson, Souza e tantos outros não citados aqui, homens de fato, craques no caráter e na compostura, incondicionais nas suas vontades de escrever um capítulo a mais, na história do Clube e da torcida que não se rendem jamais.

Com esses e com Roberto Dinamite, o craque dos craques no campo e fora dele, o Vasco jogou a Série B no centro do mundo, aos olhos do universo.

Não se escondeu.

Não submergiu.

Não se apequenou jamais.

Ao contrário: o Vasco deu as caras.

Entrou forte e saiu poderoso.

Entrou grande e saiu colossal.

Entrou temido e saiu amedrontador em sua grandeza e na força única da nação que o apoia por onde ele passar.

Daria medo ver o tamanho do Vasco se eu não fosse vascaíno.

Com todo o respeito aos que estão ou estarão lá, o Vasco nunca foi de Série B.

Esse foi um dos grandes segredos para o seu sucesso.

Ele esteve lá, mas nunca foi efetivamente alguém de lá.

E como vence por todos os lugares por onde passou, já foi campeão por lá também, que é o certo a fazer para quem nunca mais vai voltar.

O Vasco, acreditem, nunca foi tão grande.

Aliás, mentira, sempre foi desse tamanho sem medidas que o possam definir.

Porque o Vasco mostrou outra vez que, ao lado do seu povo, é imbatível.

Onde quer que ele não vá.

Como uma tal de Série B.

Fábio Fernandes
Publicitário, presidente da F/Nazca e vice de marketing do Vasco