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Top 10 Humilhações – Fluminense

30 junho, 2009

Retirado de http://www.impedimento.wordpress.com. Alguns torcedores escreveram sobre as humilhações sofridas por alguns times do Brasil e reproduzimos aqui o dos times do Rio.

10 – Flu x LDU: Canción com Todos

Tudo bem, neguinho vai argumentar que não é humilhação perder a final da Libertadores e que muito torcedor daria tudo (ou quase isso), pra ver seu time numa final desse campeonato. Pois eu tenho um réplica pra vocês, RÁ: seu time não faria o carnaval que a DIRETORIA e a comissão técnica do Flusão fizeram na semana da final, prometendo o título, fazendo chacota e desprezando o adversário e depois, claro, tendo que admitir a derrota.  Em qualquer atividade humana, começando pela AVICULTURA, mas principalmente no futebol, não se conta com o OVO no fiofó da galinha (isso já é sabido); a história é profícua em campeões que se perderam na chamada falta de humildade. Neste caso, então, o enredo é até recorrente: time se acha grandes coisas, vai na onda da torcida, comemora antes da hora, pega um castelhano pela frente e quando vê… tá lá o Maracanazzo. Maiores detalhes sobre o jogo não tecerei, pois está fresco (ui) em nossas memórias e, como diria Forrest Gump, “Não quero mais falar sobre isso”.

PS: não aceito a pecha de Maracanazzo para a nossa derrota uma vez que perdemos só nos pênaltis.

9 – Flu x Paulista: Saudades de Minha Terra (Belmonte e Amaraí)

Outra final de campeonato. Muitos dirão que o valoroso Paulista tinha um grande time, que Mossoró estava comendo a bola e que não existem mais bobos no futebol e tals. Mas quem viu os jogos com os MEUS olhos sabe que o Flusão tinha time pra ganhar (de verdade), tanto que dominou as duas partidas, mas perdeu-se em nervosismos. Não sei se estou sendo muito duro com o meu time, mas acho que faltou foi camisa, foi confiar que poderia vencer porque se joga pelo Fluminense e pronto, acabou. Quando falta essa confiança, as pernas tremem e daí não tem volta, eu tomo por exemplo a quantidade de gols que o Tuta perdeu, deuzolivre. No jogo da volta, tivemos assombrosos 78% de posse de bola. O pior de tudo isso foi aguentar os Karamazóvi, com razão, e com um ano de juros.

8 – Flu x Vasco –  final de 92: Tanto Mar (Chico Buarque)

A vida de clubes rivais é feita de épocas em que a predominância de um e do outro vai se alternando. Contra o Vasco, estávamos numa fase boa nos anos 80, ganhávamos, via de regra, até a moedinha no começo do jogo. Mas o ano de 92 marca a nossa segunda derrota seguida em uma final de Estadual para ELES. Não é exatamente uma humilhação, até porque ELES eram favoritos. O que me fez colocar esse jogo na lista é que depois desse período nunca mais tive confiança em vitórias contra o Bacalhau, e lá se vão já mais de 15 anos com muitos empates, algumas poucas vitórias nossas e um monte de vitórias deles. Pra mim é humilhante assumir, mas tem rolado uma freguesia persistente na Padaria dos bigodudo. A tal freguesia começa a deixar se der incômoda, começa a fazer parte da vida da gente, como n’O Estrangeiro, de Camus. Mesmo ano passado, com eles caindo pra Segundona, quase perdemos no primeiro turno, buscamos o empate num 3 x 1 com as calças na mão, e perdemos no segundo turno. Hoje em dia, confesso, tenho mais desconfiança contra o Vasco que contra a FRANÇA.

7 – Zico 4 x 1 Fluminense: O Camisa 10 da Gávea (na época, Jorge Ben)

Este jogo marca a volta do Galinho ao FRA. Havia um certo FRISSOM em torno do jogo, pois o Flu era o tricampeão da vez; mas o Zico nem tomou conhecimento, jogou uma partida memorável, fez dois gols e acabou com a nossa alegria. Pra muitos flamenguistas foi uma revanche das derrotas dos três anos anteriores. Mas, como cada coisa tem seu tempo (diria CONFÚCIO), está lá no livro: “Assis acabou com vocês”. Outra nota importante é que, dez anos antes, Zico tinha marcado os quatro gols (aí sim) em outro 4 x 1 contra o Flu (autêntico “bonus track”), contra a dita “Máquina”, em jogo que teve Rivellino em campo. Naquele ano, o Galinho tinha chegado ao time principal da Gávea e nosso tormento começou.

6 – Santos x Flu – 1995 – 5 x 2: I’m Waiting for the Man (Velvet Undergrond)

A introdução deste jogo nesta lista se justifica pelo placar, que já é motivo suficiente. Mas não só por isso. Os mais apressados se lembrarão de Giovani e a tropa toda do Santos (Camanducaia, Extrema e Itapeva). Mas todos sabemos que, apesar da camisa, Giovani não é o ubermensch e não fazia chover. Neste mata-mata, o Flu havia ganhado de 4 x 1 no Maraca (que alugamos do Flamengo, né Lila?) e contava com um bom time também, com Renato “gol de barriga” Portaluppi. Mas tínhamos também um zagueiro que nunca antes, nem nunca DEPOIS, na história deste país, jogou tanto num Brasileirão: Sorlei (tinha vindo do Guarani). Mas ele foi suspenso no jogo de ida e em seu lugar entrou Alê. E não é que três dos gols do Santos, justo o que eles precisavam, foram feitos em falhas do substituto? Minha avó sempre me diz pra não desejar mal aos outros, e eu fico pensando como a vida teria sido melhor se Alê tivesse ganhado na loteria em 1994 e fosse curtir a vida. Sim, porque na final iríamos pegar a quinta força do Rio e venceríamos aquele campeonato. Mas o curso da história é este, e o Botafogo se tornou o terceiro time carioca a ganhar um brasileiro na MÃO GRANDE.

5 – Palmeiras 5 x 1 Fluminense: I’m not Down (The Clash)

Neste trágico 96, poderíamos citar uns 47 Top 10. Contudo, elejo esse como o pior jogo da campanha para nós. Afinal, perdemos pra um tradicioal algoz, por um placar tão indecente quanto os filmes da Sala Especial, e abrimos caminho pra conhecer a Segundona. Hoje em dia, ela deu um tapa no cabelo, botou um silicone aqui e acolá, passa xampu da lancome, clareou os dentes e por aí vai. Mas, naquele tempo, ela era um baranga desdentada que só o cabra sendo um verdadeiro guerreiro pra encarar. Naquela época, os times da Globo não iam pra segunda divisão e não tinha, portanto, jogo na televisão. Mas, dando uma Francielada, tergiverso. O melhor jogador em campo nessa partida foi Djalminha, que fez um golaço quase no fim do segundo tempo, encobrindo nosso goleiro. Convenhamos que ver um goleiro correndo atrás da bola numa cavadinha é uma coisa de fazer vergonha alheia. Por sorte o jogo não foi, sério, 14 x 1 já que os alviverdes tinham um time de fazer inveja a muita seleção no mundo e nós… deixa pra lá. A parada do rebaixamento não acaba aqui, continua no 8 e termina no 10.

4 – Cruzeiro de Alex 5 x 1 Fluminense: O Caçador (Lô Borges)

Quem conhece a torcida cruzeirense sabe que muitos deles prezam mais o Campeonato Brasileiro que qualquer outra competiçao no mundo, coisas que a rivalidade com o Galo explica. Pois no ano da graça de 2003 aconteceu o que todo cruzeirense esperava desde o início da vida. Com um baita time, com três rodadas de antecedência, com o melhor jogador do campeonato, etc. Ocorre que o título veio longe de casa e a entrega do troféu ficou pra rodada seguinte. Neste confronto, uma bonita tarde de sol, Mineirão lotado, muita festa, me vai o Cruzeiro e faz a grosseria de esmagar o Flusão em grande estilo, pra delírio dos azuis. Teve até gol de cavadinha, de novo, com nosso arqueiro PERSEGUINDO borboleta. Menos mal que o Governador entrou em campo ao fim do jogo, levando muita zica pro lado azul, e depois disso passamos a jogar como MANDANTE no Mineirão por alguns anos.

3 – ABC 1 x 1 Fluminense – 05.10.98: The End (Doors)

Pouco falarei desse episódio, pois acompanhei pelo radinho o jogo (se não tinha TV na Segundona, que dirá na TERCEIRONA) e nem me lembro mais como foi direito. Depois de alguma pesquisa descobri que nosso gol no jogo foi contra…. Só resta na memória a frase do locutor ao fim da partida: “terminou, com esse resultado o Fluminense está rebaixado para a Terceira Divisão”. Por sorte, nenhum cagão tentou virar a mesa pra NÃO disputar a TERCEIRA divisão, que fiasqueira. Mas voltando ao fim do jogo, o sentimento que bateu era de que time iria acabar dali a alguns meses. Chico Buarque, numa entrevista concedida à Caros Amigos, chegou a dizer que o clube havia se tornado um espécie de América, traduzindo o sentimento de boa parte da torcida tricolor. Bom, depois retornamos e tal, torcer na Terceira acabou se mostrando um bom remédio, é um título que me orgulho, mas que deu um pusta medo do FIM, deu.

2 – Invasão Corintiana de 76:  Folsom Prison Blues (Johnny Cash)

Essa eu não vi, nem era nascido, mas fico sem ter o que argumentar quando os corintianos vêm falar dessa “passagem” e invocam a força de sua torcida. Daqui uns anos meu filho, que hoje tem só quatro, vai rir dessa estória ao contá-la pra mim (ele é corintiano desde quando aprendeu a falar). Este jogo tem um “quê” de hino do Grêmio, um charme épico, até. Tudo bem que teve a contribuição da diretoria do Flusão, que cedeu um milhão de ingressos pros paulistas (70 mil nas contas deles, 7 mil nas contas da PM). Ainda assim, imagine esse monte de magrão, vindo de outro estado (vá lá, não era um Vitória x Galo de distância) e ainda por cima GANHANDO o jogo contra o time da casa, sem falar que o Fluminense tinha um timaço, apelidado de Máquina, e que o Timão amargava uma fila de 21 anos. Em suma, um feito como poucas vezes se viu, de se adminar caso não fosse contra o meu time. Assim sendo, todo tricolor tem direito de matar serviço numa segunda cedo e ir pro boteco afogar essa mágoa (o patrão tem a OBRIGAÇÃO de reconhecer), é uma vergonha que não acaba nunca.

1 – Viradas de mesa Champagne: I Fought the Law (versão Dead Kennedys), mas poderia ser Impeach the President (Neil Young)

Esta é a maior de todas. Muita gente já caiu, voltou e revirou, viradas de mesa são tão comuns na história dos nossos campeonatos como lodo nesse tempo que não pára de chover desde novembro (arre!). Mas o Fluminense ficou marcado, eu avalio assim pelo menos, por estes episódios DEPRIMENTES. O cara ser dirigente, comemorar a virada de mesa com champagne e ainda CONTAR para os outros, puta que o pariu, é o fim do mundo.

E o pior, não adiantou nada, caímos de novo. O time construiu um trabalho em campo, mesmo que ruim, mas com a presença da torcida, com o seu trabalho justo de profissional da bola, com a nossa camisa; é parte, portanto, da nossa história, uma coisa que nos identifica. É um fato triste, porém honesto. Daí depois vem um dirigente, que deveria saber disso mais que todo mundo, e modifica uma verdade que se fez dentro do campo de jogo, que deveria ser SAGRADA. Eu fui chorar no meu quarto do alojamento da faculdade quando caímos, estava vendo pela TV no interior de São Paulo, muitos dos meus colegas solidarizaram-se com o sofrimento, mas eles eram conrintianos e sãopaulinos e eu não queria compartilhar minha tristeza com eles, eles não sabiam o quanto era ruim aquele sentimento. Depois da virada, passei a evitar falar de futebol com o pessoal por causa da vergonha.

Com mais uma MUTRETA, pulamos a Segundona dois anos depois, e até hoje carregamos esse estigma de “Copa João Havelange, sei”. Por fim, acabamos ficando com um CARMA em relação à Segunda Divisão. Fosse o futebol um troço mais bacana nas esferas administrativas, o Fluminense deveria volutariamente disputar a segundona, seria um fato que engrandeceria a história do nosso clube.

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2 Comentários leave one →
  1. permalink
    1 julho, 2009 10:15 am

    Ainda faltou o Créu do Thiago Neves na Taça GB do ano passado, qdo ele disse que ia fazer a final contra o Fla, mas antes tomaram um passeio do Bota.

  2. delezcluze permalink
    1 julho, 2009 2:13 pm

    Ficou muito foda esse post!

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